3 - Indicadores Sociais


3.3 - Saúde

Na seção concernente à saúde, mapearam-se indicadores referentes ao número de unidades, de leitos e de profissionais de saúde ligados ao SUS para o ano de 2009, assim como a incidência dos tipos de doença que mais ocorreram no Estado para o citado ano, sendo a fonte dos dados a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA).

A partir dos mapas temáticos elaborados, visualizam-se os municípios em melhores ou piores situações para determinado indicador estudado, analisam-se os agrupamentos de municípios com a presença dos maiores e menores índices médios estabelecendo assim comparações entre os municípios, gerando desta forma informações necessárias para o planejamento de políticas públicas na área da saúde. Também foi realizado o mapeamento da esperança de vida ao nascer para os anos de 1991 e 2000, permitindo-se fazer um comparativo da distribuição espacial destes indicadores em nível municipal para o período citado.

No ano de 2009, o Ceará registrou um total de 3.077 unidades de saúde ligadas ao SUS, sendo 2.654 (86,25%) públicas e 423 (13,75%) privadas. Deste total de unidades de saúde, 1.452 são centros de saúde, 178 correspondem a hospitais e 459 a postos de saúde. No que tange ao número de leitos ligados ao SUS, registrou-se para o ano de 2009 um total de 15.812 leitos, implicando numa taxa de aproximadamente 1,85 leitos por mil habitantes. No ano de 2009 o Ceará contou com um total de 53.570 profissionais de saúde ligados ao SUS, sendo 9.821 médicos, 2.513 dentistas, 4.838 enfermeiros e 13.678 agentes de saúde. Desta forma, o Estado registrou os valores de 1,15 médicos credenciados ao SUS por mil habitantes, 0,56 enfermeiros credenciados ao SUS por mil habitantes e 0,29 dentistas credenciados ao SUS por mil habitantes.

As principais incidências das doenças de notificação compulsória com casos confirmados no ano de 2009 referem-se à Dengue com um total de 4.973 (32,61%) casos confirmados, seguida da Tuberculose (3.883 casos ou 25,47%), Hanseníase (2.275 casos ou 14,92%), Leishmaniose tegumentar (994 casos ou 6,52%), Hepatite viral (840 casos ou 5,51%), AIDS (691 casos ou 4,53%), Leishmaniose visceral (677 casos ou 4,44%), Meningite (570 casos ou 3,73%), Leptospirose (306 casos ou 2,01%), Tétano acidental (37 casos ou 0,24%), sendo também registrado oito casos de Febre Tifoide em 2009.

Na análise de políticas públicas aplicadas na área de saúde historicamente a taxa de mortalidade infantil tem sido utilizada como um dos principais indicadores para mensurar as condições de saúde de uma população, tornando-se importante à análise deste indicador. A esperança de vida ao nascer constitui-se também em um indicador importante na mensuração da qualidade de vida das pessoas, pois a mesma avalia as condições sociais, de saúde e de salubridade por considerar as taxas de mortalidade das diferentes faixas etárias, contemplando as causas de morte ocorridas em função de doenças e as provocadas por causas externas (violências e acidentes), sintetizando assim os efeitos de uma série de melhorias e avanços nas condições de saúde de uma população.

Para a análise da esperança de vida ao nascer, usaram-se dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) presentes na publicação Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2003). Através dos mapas temáticos pode-se verificar que todos os municípios aumentaram a expectativa de vida ao nascer no período 1991/2000, ao mesmo tempo em que o número de municípios que possuem esperança de vida ao nascer maior que a registrada para o Estado aumentou de 46 municípios em 1991 para 55 no ano 2000.

Em relação à taxa de mortalidade infantil, de acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado (SESA), o valor deste indicador diminuiu 14,75% entre os anos de 2005 e 2009, passando de 18,3 para 15,6 óbitos por mil nascidos. Os mapas temáticos elaborados para este indicador permitem efetuar a comparação entre os anos em nível de município.

• Mapas Temáticos - Saúde