Turismo (Download)

A atividade do setor de TURISMO no Ceará, tem apresentado um expressivo crescimento ao longo dos últimos anos. De fato, tendo recebido 970.000 turistas em 1997, este fluxo alcançou 1.550.857 em 2003 e 1.784.354 visitantes em 2004, apresentando, portanto, neste último ano, um crescimento de 15,06% em relação ao ocorrido em 2003. Este fluxo composto por turistas nacionais e turistas estrangeiros, tem no turismo interno a sua grande expressão. Assim, daquele total de 1.784.354 turistas, 1.534.545 deles eram provenientes das diversas regiões do Brasil. Isto é, 86,00% das pessoas que visitaram o Ceará em 2004, eram provenientes de estados brasileiros.

Analisando-se as estatísticas existentes, dois fatos chamam a atenção: o primeiro é que o turismo interno, tem mantido sua intensidade desde o ano de 1998. O segundo fato é que o fluxo de turistas estrangeiros tem apresentado comportamento sempre crescente, apresentando no período 1998–2004, um incremento de 215,62%. Neste último ano da série histórica aqui apresentada, o Estado recebeu a visita de 249.808 turistas estrangeiros.

Recorde-se que no item “Transporte” chamou-se a atenção para o crescimento do movimento de vôos internacionais no aeroporto de Fortaleza.

Se do lado da demanda, o desempenho é bastante satisfatório, do lado da oferta de equipamentos turísticos, a história não é diferente. E isto está comprovado pelas estatísticas sobre os meios de hospedagem no Estado. No que diz repito ao número de estabelecimentos ofertadores de meios de hospedagem, o Estado que em 1998 abrigava, apenas, 181 estabelecimentos, chegou em 2004, com 222 deles. Por outro lado, o crescimento nas unidades habitacionais destinadas aos turistas passou de 7.105, em 1998, para 10.251, em 2004, apresentando, portanto, um crescimento de 44,28%. Idêntico comportamento aconteceu com o número de leitos ofertados: crescimento de 45,62%

Aqui vale chamar a atenção para a conseqüência da oferta de equipamentos de hospedagem ter crescido mais que o aumento do fluxo de turistas: a queda da taxa média de ocupação dos meios de hospedagem. Passou-se de uma taxa média de ocupação de 59.4%, em 1998, para uma taxa de 59,3%, em 2004.

Este fenômeno, entretanto, apenas reflete um pequeno desajuste momentâneo entre as forças de oferta e procura, que o mercado logo ajustará.