Transportes (Download)

Para analisar o setor de transporte de um estado ou região, necessário se faz analisar o movimento de passageiros, quer nas estações aéreas, ferroviárias e rodoviárias, o movimento de mercadorias, a extensão das rodovias e o tamanho da frota de veículos, dentre outras variáveis.

No caso do Estado do Estado do Ceará, verifica-se que , em 2004, o movimento de passageiros no aeroporto de Fortaleza, registrou um desembarque de 1.062.713, contra um embarque de 986.572. O número de passageiros desembarcados naquele terminal, em 2004, quando comparado com o número de passageiros desembarcados em 1998, supera este em 27,56% haja vista que em 1998, o número de passageiros desembarcados foi de 833.104. Para o número de passageiros embarcados, a taxa de crescimento foi de 26,45%, no mesmo período.

No que diz respeito ao embarque de carga aérea verifica-se que de um total de 13.581.406kg, em 1998, chegou-se a 15.760.344kg, em 2004, o que representa um acréscimo de 16,04%. Este aumento se deveu, primordialmente, ao expressivo crescimento do embarque de cargas em vôos internacionais haja vista que, a quantidade de carga embarcada (1.989.402kg), em 2004, foi bem superior ao acontecido em 1998 (189.715kg). Fato relevante aqui, é que o embarque de carga no último ano analisado (2004) foi bem superior àquela verificada para o desembarque. Assim, o Ceará está exportando, via aérea, bem mais do que importando. É interessante verificar que o número de decolagens de vôos internacionais (1.643), em 2004, foi superior àquele verificado em 1998 (837). Note-se, ainda, que em 2004 o número de pousos (1.660) foi maior que o número de decolagens antes referido.

Olhando-se, agora, para o movimento de pessoas intra e interestadual, verifica-se que o movimento de passageiros na principal gare do Estado, a de Fortaleza, ascendeu a 9.315.247 passageiros, em 2004, contra um total de 7.075.554, em 1998, registrando-se, portanto, um acréscimo de 31,65%.

Quanto ao movimento de passageiros no terminal rodoviário de Fortaleza, o número registrado, para 2004, de passageiros embarcados, alcança 1.396.700, um pouco menor que aquele registrado para 1998, que foi de 1.996.295. Ou seja, verificou-se uma queda, nesta variável, de 30,04%. Este fenômeno se deveu não só à diminuição de embarques para viagens intermunicipais, como para viagens interestaduais.
Voltando ao movimento de cargas, verifica-se que os dados sobre o movimento no porto de Fortaleza, mostram uma pequena queda de 12,70% no movimento total de mercadorias, quando são comparados os quantitativos para os anos de 1998 e 2004. Mas, se os dados de 2004 forem comparados com os dados estes dados de 2003, esta tendência se inverte, haja vista que , agora, houve um acréscimo de 0,91%. Na realidade, a queda do movimento de cargas no porto de Fortaleza não se deveu a uma retração da economia, mas à entrada em operação do Complexo Portuário do Pecem. De fato, em 2004, o movimento de cargas naquele porto atingiu 941.843 toneladas. Se a isto for somada a tonelagem do porto de Fortaleza, chega-se ao movimento de 3.893.393 toneladas, o que comparado com o movimento de cargas ocorrido em 1998, determina um acréscimo, no período, de 15,15%.

Quanto à terceira variável escolhida para compor o quadro do setor de transporte do Ceará, a extensão das rodovias, constata-se que, no total, e para a período 1998-2004, o acréscimo na malha viária existente foi muito reduzido, algo em torno de 2,60%. Em outras palavras, no decorrer de um lustro, praticamente nada foi acrescido quanto às estradas existentes no Estado.
Também é digno de nota, que o grande provedor das vias rodoviárias no Ceará são os municípios, que respondiam, em 2004, por 72,90% da malha viária do Estado. Aliás, o fraco desempenho, em termos da variação na extensão dessa malha viária, se deveu à não-operância dos municípios e do governo federal, haja vista que naquele período, as malhas viárias federais e municipais, praticamente ficaram exatamente do mesmo tamanho. Somente nas estradas de responsabilidade do Estado, houve um pequeno aumento: passou-se de 10.106,5 km, em 1998, para 10.917,9 km, em 2004.
Um último comentário deve ser feito quanto ao tamanho da malha rodoviária: a quilometragem das estradas pavimentadas estaduais representavam, em 2004, 61,04% da quilometragem total das estradas pavimentadas existentes no Ceará.

Finalmente, deve-se chamar a atenção para o expressivo crescimento da frota de veículos existentes no Estado no período 1998-2004: passando de uma frota de 590.774 para uma frota de 891.307, esta variável apresenta um crescimento de 50,87%.