Indústria (Download)

A Análise mais detalhada do comportamento do setor industrial cearense, oferece uma série de interessantes informações .A primeira delas é que no período 1998-2004, o Ceará instaladas em seu território, a cada seis dias, algo em torno de 4 (indústrias). Veja-se, que em 1998, o Estado abrigava 11.517 estabelecimentos industriais, enquanto, em 2004, este número era de 13.369 indústrias. Ou seja, no período de sete anos, 1.852 novas indústrias aqui se instalaram. Portanto, para cada dia útil, praticamente, há uma nova indústria sob o céu cearense.A segunda informação que merece destaque é a maciça participação da indústria de transformação no setor secundário do Estado. De fato, em 2004, este tipo de indústria representava 81,33% de todo o parque fabril cearense. Mas, há aqui, um aspecto que deve ser discutido: a acentuada queda ocorrida no período analisado, no número de indústrias de transformação. Enquanto em 1998, existiam 11.198 indústrias de transformação no Estado, em 2004, este número caiu para 10.873, apresentando uma contração de 325 unidades.

Aqui dois fenômenos devem ser analisados. O primeiro se refere à possível correlação entre a queda do PIB Industrial e a queda do número de indústrias de transformação; o segundo, à diversificação ocorrida no parque fabril cearense, haja vista que mesmo com a queda do número das indústrias de transformação, o número total de unidades industriais aumentou. Tendo em vista que a grande responsável pelo aumento no número total de indústrias foi o vertiginoso crescimento da indústria da construção civil (passou de 178 unidades em 1998 para 2.285, em 2004), poderá isto dizer que a indústria da construção civil tem menor impacto no PIB industrial que a indústria de transformação? Sem dúvida esta é uma boa área de pesquisa.

Finalmente, um outro aspecto merece atenção: o problema locacional do parque fabril.
Em 1998 a Região Metropolitana de Fortaleza abrigava 58,15% das unidades fabris cearense. Em 2004, esta participação subiu para 62,40%. Entretanto, dada a nova política de desenvolvimento industrial implantada em maio de 2003, com forte viés pró interior, espera-se que nos próximos anos esta tendência seja modificada.